6º Dia - AS IMPLICAÇÕES DA FÉ QUE SALVA

 

 

            Você já entendeu algo sobre a Graça de Deus; sobre a terrível situação em que o homem se encontra; sobre o “problema” da natureza divina e Sua solução: “Jesus Cristo, e este crucificado“; e sobre como nos apropriamos do presente de Deus – a FÉ SALVADORA.

            Hoje você estudará sobre quais as implicações da FÉ QUE SALVA. O que ela produz. Ou quais os seus resultados inevitáveis. Assim como a GRAÇA não muda a situação do homem diante de Deus sem operar no seu caráter, A FÉ SALVADORA, semelhantemente, não é uma “fé fácil”, que permite ao homem continuar cultivando sua vida pecaminosa.

 

Como vimos, a fé salvadora é mais do que meramente compreender fatos e concordar mentalmente com eles. Que a salvação é pela fé, não há mais dúvida! “Porque pela graça sois salvos, por meio  da fé...” (Efésios 2:8). Mas é bom sabermos o que compreende a FÉ SALVADORA, quais os seus ingredientes intrínsecos.

A fé salvadora jamais anda sozinha. E o seu primeiro acompanhante é o ARREPENDIMENTO. A palavra grega para arrependimento é “metanoia”, que significa “mudança de mente”. Na maneira como foi usada por Jesus, arrependimento é um repúdio à velha vida de pecados e um volver para Deus. É uma “mudança de mente” que necessariamente resultará em mudança de comportamento.

            Portanto, pode-se duvidar de uma fé que desconhece o verdadeiro arrependimento, que não causa inconformação aos antigos pecados, que não faz aquele que a professa produzir novos frutos, “dignos de arrependimento”. “Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (Mateus 4:17).

É verdade que o crente peca. Mas há outra verdade aqui que não podemos esconder: é que o crente verdadeiro é um legítimo guerreiro contra o pecado. A fé salvadora traz em si uma vontade grandiosa de obediência e submissão ao Senhor Jesus.

Veja como Paulo contrastou a fatalidade do pecado com o anseio do homem salvo:

“Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros” (Romanos 7:22,23).

Embora a fé salvadora não produza um estado de perfeição absoluta em quem a possui, é impossível acreditar que alguém que a possua não tenha sido impactado pela nova vida que ela, necessariamente, produz.

Sendo assim, “boas obras” são o resultado inevitável da fé salvadora. Veja o que Paulo escreveu logo após ter dito que a salvação é “mediante a fé” “não de obras” (Efésios 2:8,9): ”Pois somos feitura Sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras...”. Isto indica que salvação não é produzida por boas obras, mas produz as boas obras.

Tiago, em sua epístola, completa este pensamento dizendo, em suas palavras, que a melhor maneira de demonstrarmos fé genuína é através de boas obras. Veja: Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras” (Tiago 2:18). 

 

Em outras palavras: “Assim, toda árvore boa produz bons frutos... pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:17,20).

     Se você fizesse uma experiência de ir às ruas perguntando aos transeuntes se eles “amam a Deus?”, certamente a maioria responderia que “Sim”. Mas podemos dispensar a experiência porque você conhece muitas pessoas que falam coisas bonitas sobre Deus, até pessoas ativas em sua religiosidade. Mas como vivem? Que relacionamento têm essas pessoas com a Palavra de Deus?

     Alguém que possui a FÉ SALVADORA ultrapassa os limites de uma confissão vazia e é cheio de um desejo incontrolável de conhecer a Deus, Sua Palavra e obedecê-lO.

     “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama... Se alguém me ama guardará a minha palavra... Quem não me ama não guarda as minhas palavras...” (João 14:21,23,24).

     Por outro lado, desobediência e rebeldia contra Deus não são compensados por palavras bonitas ou serviços sociais. São o lado oposto da fé salvadora: INCREDULIDADE. Assim como fé salvadora produz nova vida, obediência, submissão e boas obras; da mesma forma rebeldia e vida de pecado são a própria descrição da incredulidade, mesmo que manifestas em forma de piedade.

 

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7:21). E mais: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (João 3:36).

 


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